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日志


DESCULPA

É uma criancice,

não devia pensar em ti,

não consigo deixar de amar.

Sinto-me uma colegial apaixonada.

amor, paixão, desafio.

Constantemente vida.

 

Perdida de amor por ti,

vida, mundo, pessoas.

Queria ter-te neste momento.

Será que o meu coração,

pode enganar-me tanto…

Será que pensas em mim?

Queres tanto.

Como eu te quero a ti?

 

Parece absurdo!

Não sei mais o que fazer,

pensar, desejar, decidir.

É de mais, é irreal.

Arrasto-me para ti.

 

Chego a pensar.

Força do teu desejo?

Viver intensamente este amor!

Fruto da minha louca imaginação.

 

Desculpa amar-te tanto

Desculpa este amor impossível

Desculpa esta loucura

Tão real ao meu sentir.

                                     Da: Paz

VIDA

Gritei o meu desespero
pensando não me amas  
não me compreendes
já não me queres.
Chorei de angustia
praguejei de dor
senti-me incapacitada.
 
Tapaste a minha mão com a tua
como que a pegar-lhe.
Ficas-te imóvel
olhando o vazio.
O meu peito saltou
entendeu:
desesperadamente amamo-nos
queremo-nos constantemente
pensamos a dois
existimos um para o outro.
Só que nem sempre
a vida deixa acontecer.
                                                  Da: Paz

PRELIMINARES

Lembro-me de colocar
as mãos no teu peito.
E tu estremeceres.
Sentir a tua pele arrepiada.
       -elixir
       - excitação
       -desejo
       -extasie
O inesquecível em pleno.
 
Muito lentamente
poisaste as tuas mãos nas minhas,
cobriste-as.
Elas continuavam admiradas.
Suavemente e decidido,
tiraste-as do teu peito.
         Segurando-me na mão,
       levaste-me para a cama.
Senti-me de novo criança.
                                  Da: Paz

Outono

Da minha janela,

vejo árvores reluzentes,

com sol fraco a bater-lhes.

Renovam a folhagem,

para poderem ser fruto.

Os pisos estão húmidos,

a frescura é visível.

Mansamente o frio chega.

 

Os primeiros casacos.

Os namorados andam juntos,

abrigados no mesmo guarda-chuva,

em alegres arrufos e beijos.

As crianças metem os pés nas poças

e riem-se sem razão.

O idoso passa,

arrastando os pés,

mas vivendo a vida.

Pessoas que se protegem,

dos salpicos da chuva

debaixo dos beirais.

Bandos de amigos

aconchegados e contentes;

à espera dos autocarros.

O frio faz que estejam mais próximo,

são as escolas que se reiniciam.

 

Amores que se renovam

se adaptam

se aninham.

Amores que terminam;

falta-lhes a resistência,

medo da monotonia,

do cansaço.

 

Quando o frio chega,

trás necessidade de calor humano.

Tudo está húmido,

mas sempre aparece o sol;

tudo ganha cor e brilho.

Tudo ainda lembra o Verão,

num instante é Primavera,

e num minuto é Inverno.

Todas as estações são belas,

mas nenhuma é como o Outono.

                                           Da: Paz